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Volteio – muito mais do que uma prática esportiva

Conheça um pouco da modalidade equestre, que além de força física, desenvolve o equilíbrio, a sensibilidade e a autoconfiança

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A atleta Thais Tavaes Paes, em uma de suas apresentações.

Engana-se quem acha que o cavalo está restrito ao mundo rural e esportivo; seu valor vai além disso. Como exemplo, são vários os tratamentos de ordem terapêutica que recomendam a equitação como uma atividade que alia o esforço físico e os benefícios do contato com esse animal. Até no mundo corporativo, o polo é indicado como um esporte capaz de cultivar a liderança e a tomada de decisões rápidas. “Para mim, o cavalo simboliza força e ao mesmo tempo sensibilidade”, diz Thais Tavares Paes, atleta e treinadora de volteio há 17 anos.

Nas palavras da professora, “o volteio é uma ginástica olímpica encima de um cavalo a galope”. Desenvolve o equilíbrio, a força muscular, o reflexo do atleta e o domínio do corpo sobre o cavalo, entre outros benefícios. Podendo ser praticado por crianças a partir dos quatro anos e meio e indicado também para adultos, a modalidade equestre já é reconhecida como um esporte oficial. “Temos muitos atletas de nível no país, mas ainda não é uma prática constante. Em 2010, o Brasil conquistou a sexta colocação nos jogos equestres nos Estados Unidos”, conta Thais.

“Posso dizer pela minha experiência, que comecei a praticar com 11 anos e também pelo que observo como treinadora, o quanto o esporte é favorável, principalmente, para a formação das meninas. Além, claro da força física, as meninas sentem-se bem, mais bonitas, corajosas. É inegável o benefício que o volteio traz para autoestima”, revela Thais.

volteio_thaisO esporte pode ser praticado individualmente, em dupla ou em equipe. É acompanhado de um ritmo musical, em que os atletas executam diferentes figuras, enquanto o longeur (condutor do animal na guia) permanece no centro da pista. “Essa prática também desenvolve disciplina, autoconfiança e entrega. Você precisa confiar no longeur, no cavalo e aceitar ser conduzido”, diz a treinadora.