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Trabalhador comprometeu quase metade de seu salário com cesta básica em junho

Dado é do Dieese, que também calculou que para prover uma família de quatro pessoas, salário mínimo deveria ser de R$ 3.804 no Brasil

Redação*

Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), apontou que os grandes vilões, em junho, foram o leite integral, a carne bovina, o feijão, a farinha de trigo, o óleo de soja e o açúcar. Os motivos para a alta desses itens foram a forte demanda e a baixa oferta, a valorização do dólar, e a elevação do volume das exportações, no caso da carne bovina.

Houve elevação no valor do conjunto de alimentos essenciais em 15 capitais. As altas mais expressivas foram registradas em Cuiabá (7,54%), Recife (5,82%), Curitiba (3,84%), Belém (3,83%) e Porto Alegre (3,45%). As reduções ocorreram apenas em Campo Grande (-4,51%), Florianópolis (-3,70%), Belo Horizonte (-0,32%), Goiânia (-0,23%) e Rio de Janeiro (-0,10%).

O gaúcho é quem paga mais caro pela cesta básica no país: R$ 452. Já os paulistas pagam R$ 451 e cariocas, R$ 445. Percentualmente, as maiores altas foram registradas em Cuiabá, 7,5%, Recife 5,4% e Curitiba, 3,8%.

É com base na cesta mais cara que o Dieese calcula que o salário mínimo para prover uma família de quatro pessoas deveria ser em torno de R$ 3.804. Outro cálculo apontado é que o trabalhador com salário mínimo precisou comprometer 44% do seu salário com cesta básica em junho desse ano; o percentual em maio foi de 43%.

Para conferir, relatório completo clique aqui.

*Com informações da Agência Brasil