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Startup lança plataforma online de comércio de insumos

AgVali apresenta solução para conexão entre compradores e vendedores de insumos e tecnologias agrícolas na Agrishow 2016

Divulgação

Alexandre Bio Veiga (centro), CEO da AgVali, com o diretor Avram Slovic: “contribuindo para tornar mais fluida a compra de insumos e tecnologias agrícolas”

O morador dos grandes centros já não se imagina tendo que tomar uma condução sem o Uber ou os aplicativos de táxi, marcar uma passagem aérea sem a internet, ou buscar hospedagem sem o Airbnb ou o Booking, por exemplo. Assim, por que na agricultura, onde há tanta tecnologia nas sementes e nas máquinas, teria que ser diferente na hora de comprar insumos?

Foi fazendo essas comparações, levando em conta que a alimentação é a necessidade número 1 do ser humano e que a agricultura está na ponta dessa cadeia que o empreendedor Alexandre Bio Veiga – que já participou de várias aceleradoras, entre elas a que lançou o aplicativo Easy Taxi – vislumbrou a oportunidade de participar do desenvolvimento de uma plataforma para conectar quem compra e vende insumos no agronegócio.

Nascia assim a AgVali, empresa que tem a Telefônica, o Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI) e fundos do Vale do Silício, nos Estados Unidos, e da China como investidores, e o apoio da EsalqTec, da Universidade de São Paulo (USP). “Nossa ideia é conectar todo mundo e tornar o processo de distribuição de insumos e demais tecnologias mais fluido”, afirmou Veiga, o CEO da nova empresa, cuja versão Beta da plataforma está apresentando nesta 23a Agrishow, que começou no dia 25 e vai até esta 6a feira, 29, em Ribeirão Preto/SP.

“Queremos ter certeza de que os produtores terão acesso às melhores tecnologias na tela de seu smartphone ou computador”, diz. “Os fornecedores ganham, com a nossa plataforma acesso a novos canais de venda e passam a gerenciar diretamente a comunicação com os demais elos dessa cadeia”, completa o empreendedor, afirmando que a venda de insumos agrícolas gira cerca de US$ 1,2 trilhão por ano.

“Não estamos reinventando a roda e sim pegando o que já existe no mundo físico e levando para o universo on line. Trata-se de uma solução simples e inovadora, que pode ajudar fazer a diferença”, diz esse empreendedor de 29 anos, que há 8 investe em startups e sonha em ser pai em breve. “Quero contribuir para que meu filho viva em um mundo com mais acesso a alimentos de qualidade.”

O acesso à plataforma AgVali , uma espécie de Mercado Livre da agricultura, é sem custos, sendo os negócios confiáveis, “entre empresas éticas e idôneas”, garante Veiga. De acordo com ele, foram investidos na AgVali até agora US$ 900 mil, cujo retorno ele não sabe quando virá. “Como o Uber, apenas investimos e não ganhamos nada até agora, o que é perfeitamente normal no mercado de startups”, ensina.