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"Salto de produtividade se dará com conhecimento aplicado"

Mesmo com clima irregular, a safra brasileira de soja chegará às 101,7 milhões de toneladas, constatou o Rally da Safra 2016. Para o engenheiro agrônomo Dirceu Gassen, homenageado desta edição do programa, produzir mais é possível e o segredo para isso está em “fazer bem feito” e investir em pessoas

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O clima não ajudou nem um pouco, especialmente no Mapitoba, como é chamada a região que engloba as áreas agrícolas dos Estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia. Mesmo assim, a produtividade média da soja nesta safra deverá crescer 5% em relação à anterior, para 51 kg/hectare, atingindo o recorde de 101,7 milhões de toneladas. Os dados, revelados na última quarta-feira, 16, fazem parte do levantamento do Rally da Safra 2016, coordenado pela Agroconsult.

Para o engenheiro agrônomo e consultor Dirceu Gassen, homenageado nesta 13a edição do Rally da Safra na modalidade Assistência Técnica e Consultoria, quem fez uso das boas práticas agronômicas – como rotação de culturas, manutenção da palha no solo, controle biológico de pragas, correta aplicação dos insumos – além de ter organização e se preocupar com a gestão, teve bons resultados, mesmo com o clima adverso.

E é o que pode explicar o fato de a equipe do Rally ter observado produtores colhendo até 70 sacas/ha mesmo em solos pobres, arenosos, enquanto outros colhiam 30 sacas/ha em solos argilosos.

Dirceu Gassen (centro) foi homenageado neste Rally da Safra

Dirceu Gassen (centro) foi homenageado neste Rally da Safra

“O que colhemos no final da safra é conhecimento por hectare”, afirma Gassen, para quem os produtores que o utilizam podem chegar a colher 100 sacas/ha. “Temos potencial para produzir 40% a mais, sem nenhum insumo diferente e revolucionário, apenas fazendo bem feito”, diz, recomendando ainda o investimento em capacitação. “Investir em pessoas é a chave para ter bons resultados”, completa.

“Onde há o emprego de tecnologia consistente há anos, a lavoura sobrevive melhor à seca e às demais intempéries”, referendou o ex-ministro Roberto Rodrigues, em seu discurso na cerimônia de encerramento do Rally, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP.