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Quem paga a conta da preservação é a questão, diz Rural

Para presidente da entidade de produtores, ninguém mais discute adoção de práticas ambientais, mas o custo da preservação deve ser compensado

fazenda-300x225Que a sustentabilidade é um dos pilares da agricultura do futuro e que o Brasil tem um Código Florestal dos mais rigorosos em termos de proteção das nossas florestas ninguém mais discute e já virou consenso. Agora é a hora, então, de ver quem recompensa os nossos agricultores por isso, uma vez que eles têm um ônus pela preservação muito maior que seus competidores de outros países, especialmente do hemisfério norte.

A questão foi levantada por Gustavo Junqueira, presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB ou Rural) nesta segunda-feira (26), durante Fórum promovido pela revista Exame em São Paulo. “Quem financia a implantação dessas regras do nosso Código?”, pergunta Junqueira, sugerindo reunir as discussões de clima e comércio.

Investimento do Brasil em reservas legais é alto e precisa ser “exportado” e levado a um fórum internacional como a Organização Mundial do Comércio (OMC), para haver mais equilíbrio e competitividade, pede o executivo da Rural.

Diálogo

Para Roberto Waack, da Amata, a tensão entre agricultores e ambientalistas ainda existe, mas o diálogo é possível e positivo. Uma prova disso é o movimento Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, que tem reunidos representantes de empresas do agronegócios, produtores e ambientalistas, além de cientistas e demais membros da sociedade civil, na elaboração de propostas de redução de emissões a serem levadas para a convenção do clima, COP 21, em Paris, em dezembro.

“Temos a agricultura mais competitiva do planeta e a questão hoje entre agro e meio ambiente requer mais um ´e ´do que um ´ou´ “, afirma Waack.

Se existe conflito, um dos seus principais fatores é a falta de segurança jurídica, na opinião de Junqueira.