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Quebra da safra eleva preço do feijão

Estudo realizado pelo IEA aponta números das regiões produtoras da leguminosa, cuja produção caiu mais de 30%
Redação*
feijão_cenárioLevantamento realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) e pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo indicou que a queda de 32,8% na área cultivada de feijão da seca no Estado de São Paulo foi impactada pela redução drástica da produção de São João da Boa Vista, Itapeva e Itapetininga, três das quatro principais regiões produtoras, influenciando assim, a oferta do produto.
O documento mostrou também que esperava-se um incremento da ordem de 0,8% de produtividade na safra do feijão de inverno irrigado, especialmente na área de Itapeva, seguida de Andradina, Assis, Avaré e General Salgado.
Diante deste cenário, o estudo sobre o comportamento de preços do feijão constatou uma elevação em três níveis de comercialização – com o preço recebido pelo produtor em maio 7,6% mais caro do que em abril e 26% superior ao valor do produto em maio de 2015, influenciando os preços do atacado e, posteriormente, ao consumidor.
Ainda de acordo com os analistas Ana Victória Vieira Monteiro e José Roberto da Silva, do IEA, outro fator que impactou o preço do feijão foi a quebra da safra dos dois principais estados produtores de feijão da seca, Paraná e Minas Gerais, em decorrência de excesso de chuva e geadas.
O documento traz também que, por não sofrer a mesma pressão nos preços, o feijão preto pode ser uma alternativa de consumo.
*Com informações do IEA