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Qualidade de dados é desafio para a Agricultura 4.0

O pesquisador Stanley Oliveira, da Embrapa Informática Agropecuária, em sua apresentação

Em evento realizado em Campinas/SP, empresas, pesquisadores e interessados discutem o uso da inteligência analítica no desenvolvimento do agronegócio

O pesquisador Stanley Oliveira, da Embrapa Informática Agropecuária

Tecnologia e agronegócio sempre caminharam juntos. Não à toa, o setor tem batido ano a ano seus recordes de produção e se destacado dentre os demais, mesmo em tempos de série crise econômica. A demanda para que esses resultados sejam cada vez mais volumosos e rentáveis faz dos avanços tecnológicos, boas oportunidades para um desenvolvimento mais robusto e saudável.

“As maiores dificuldades, em tempos de Agricultura 4.0, referem-se à gestão. O baixo acesso à informação por parte de médios e pequenos produtores, principalmente; a dificuldade em planejar de forma eficaz; em definir custos de produção e em gerir e interpretar dados”, acredita José Alexandre Loyola, CEO da Ready to Market. “O produtor está lidando com muitas informações e cada vez mais complexas e com operações e decisões, em diversas frentes (insumos, máquinas, armazenamento, comercialização etc). Portanto, as novas tecnologias vêm para que ele faça a gestão do seu negócio de forma mais simples e eficiente”, completou.

“A tomada de decisão no campo, que antes era feita por meio da intuição e da experiência, que não devem ser descartadas, tem ganhado cada vez mais influência do uso adequado de dados”, completou Stanley Oliveira, chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Informática Agropecuária, em evento que reuniu em Campinas/SP, na última semana (29/6) empresas, pesquisadores e interessados no uso da tecnologia no setor de agronegócios.

Impacto social

Para o pesquisador, a tecnologia ganha maior valor quando também gera impacto social. “É fundamental que além de auxiliar na pesquisa, em mudança de padrões, novas aplicações e no desenvolvimento do negócio, ela ajude a resolver problemas dentro e fora do campo. Precisa chegar para todos e chega. Um drone, por exemplo, pode custar de R$ 300 a R$ 8 mil. É claro que haverá diferenças entre eles, mas acredito que mais do que ter acesso a isso, o produtor precisa saber que a solução existe”, alertou. “E este é um outro problema”.

“Acredito que a maior dificuldade que a plataforma analítica tem hoje no agronegócio é a qualidade dos dados para que uma máquina consiga trabalhar. Ainda há muita informação do cliente escrita à mão, ou que não estão registradas. O maior desafio é juntar tudo e conseguir os ensaios analíticos com as plataformas e soluções que temos”, disse Adriana Silva, líder da plataforma analítica do SAS Brasil. “Mas para isso, precisamos começar e fazer”, defende Adriana.

Na ocasião, o SAS, líder de mercado em inteligência analítica em setores como finanças, telecomunicações, varejo, energia, manufatura e educação, anunciou também sua atuação no agronegócio, em parceria com a SONDA, empresa de soluções e serviços de tecnologia.