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Peste suína africana tem força para mexer com os mercados agrícolas

Segundo o economista Alexandre Mendonça de Barros, da MB Agro, somente o continente americano está livre da doença até o momento

A proliferação de focos de febre suína africana por diversas regiões do globo tem força para impactar os fluxos de comercialização dos mercados mundiais agrícolas – não só de proteína animal, mas também de grãos -, disse o economista Alexandre Mendonça de Barros, da MB Agro, nesta segunda-feira (26), em São Paulo (SP).

Em palestra durante evento do frigorífico Minerva, Barros apresentou dados da OIE que mostram a explosão de casos da doença pelo mundo, especialmente na China, norte da África, Oriente Médio e Leste Europeu. “Na verdade, somente as Américas estão livre”.

Segundo o economista, a peste suína africana pode mexer com os mercados globais, devido ao gigantesco tamanho da produção chinesa de suínos – que está sendo dizimada pela doença – destinada ao consumo local. Embora não faça mal ao ser humano, a peste suína africana não tem cura, e a única solução é sacrificar os animais contaminados.

De acordo com Barros, a China é a maior consumidora de carne suína, e sem o produto, a tendência é de aumento da demanda por carne bovina. “Isso por consequência pode influenciar o mercado de grãos, já que soja e milho são usados como insumos para os rebanhos”.

Paralelamente a esta sinalização de mudança no cenário externo, o economista assinalou que a expectativa para o mercado doméstico é de deflação nos custos da pecuária em 2019, em razão da boa oferta de grãos que se avizinha.