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Perspectivas e desafios da produção de alimentos são discutidos em Fórum

Segundo a FAO, agricultura terá de ampliar sua capacidade de produção em 80% até 2050

Fórum

O segundo dia (4/8) do 14º Congresso Brasileiro do Agronegócio, organizado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) em parceira com o Estadão, colocou em pauta a produção de alimentos, na parte da manhã.
Análise da atual posição do Brasil nesse setor, perspectivas para a agricultura brasileira daqui a 10 anos, desafios e comportamento do consumidor foram assuntos abordados pelos palestrantes que tiveram como ponto de partida conclusões do mais recente relatório feito pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). “A agricultura terá de ampliar sua capacidade de produção em 80% até 2050 para atender a uma população de 9,7 bilhões”, disse Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil.

Ao mostrar dados para o futuro, Bojanic apontou os maiores desafios do País diante desse contexto. “O Brasil tem potencial para tornar-se o grande fornecedor de alimentos global. Para isso, teremos de manter os ganhos de produtividade; investir na sustentabilidade ambiental da agricultura, como a adoção do Novo Código Florestal e a implementação da Agricultura de Baixo Carbono, por exemplo; e atingir novas reduções da pobreza e da desigualdade”, disse.

“Para conseguir atender a essa demanda mundial por alimentos, o agronegócio no Brasil terá de passar por uma nova revolução. E isso virá com as novidades na área da tecnologia de informação e comunicação”, disse Rodrigo Santos, presidente da Monsanto do Brasil. Segundo Santos, essa revolução virá principalmente do Big Data, que dará ao produtor rural mais informações por m² de área e possibilitará maximizar a utilização de recursos.
Sob o ponto de vista do consumidor, Sergio Alexandre, sócio da PwC, falou sobre as transformações no comportamento das pessoas ao consumir. “O consumidor hoje quer saber sobre a origem, obter mais informações sobre a qualidade e a segurança dos produtos. Nesse sentido, a tecnologia possibilitou uma grande melhora nessa experiência”, disse.

“As empresas da indústria de alimentos precisam refletir os novos valores do consumidor, que quer ser melhor informado sobre os produtos e ter respostas mais rápidas”, complementou Luis Madi, diretor geral do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital).