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Mercado brasileiro ganha duas novas variedades de mandioquinha

Divulgação Embrapa

Novas variedades são 80% mais produtivas que a atual

Desenvolvidos pela Embrapa, novos materiais produzem até 80% a mais do que a cultivar tradicional. 

Divulgação Embrapa

Novas variedades são 80% mais produtivas que a atual

Consumidores encontrarão no mercado a partir deste mês, duas novas variedades de mandioquinha-salsa. Desenvolvidas pela Embrapa Hortaliças/DF, as cultivares BRS Rúbia 41 e BRS Catarina 64 produzem até 80% a mais do que a que hoje domina as prateleiras, a Amarela de Senador Amaral.

“Além da questão da produtividade, essas duas novas variedades podem trazer estabilidade de produção deste cultivo e torná-lo mais acessível aos produtores, além de apresentarem resistência a doenças por conta da qualidade de suas mudas”, explica Nuno Madeira, pesquisador da Embrapa Hortaliças e também coordenador das pesquisas com a mandioquinha. “São 16 anos de estudos. Estes materiais vão diminuir ainda mais o custo de produção do agricultor e quebrar uma concentração comercial que há hoje do produto”, completa.

As pesquisas da Embrapa mostraram que nas lavouras onde o produtor colhia 100 caixas, com as novas variedades ele passou a colher até 180 caixas. “Estas variedades selecionadas de um universo de mais de 10 mil, inicialmente, além de apresentarem alta produtividade, são também superiores em relação ao sabor porque possuem 20% a mais de sólidos do que a Senador Amaral (e, portanto, menor teor de água) e também de betacaroteno; sua qualidade nutricional é a mesma”, explica Madeira.

Comercialização

De acordo com o pesquisador, BRS Rúbia 41 e BRS Catarina 64 representam hoje de 1% a 2% do mercado nacional. A perspectiva é de em dois anos, este índice chegue a 50%. “Desde 2013, na verdade, que comercializamos o que é colhido nas unidades demonstrativas e comprovamos que há aceitação comercial dos produtos. Hoje, o cultivo destas variedades concentra-se no Sul de Minas Gerais”, conta o pesquisador.

Segundo Ramos, os novos materiais adaptam-se melhor nas regiões do Planalto Central (até 1000 m de altitude); Sudeste (até 800 m de altitude) e no Sul (até 1000 m de altitude). “Esta é uma cultura que necessita de clima ameno o ano inteiro”, diz.

Durante todo o processo de pesquisa e desenvolvimento, a Embrapa contou com a parceria da Emater/MG e da Epagri, de Santa Catarina. “Este foi um trabalho colaborativo, tanto da extensão rural quanto dos próprios produtores, que fizeram conosco toda avaliação destas cultivares”, enfatizou.

“Com novidades no mercado, o que precisamos reforçar agora é a adoção de boas práticas com estas mudas no campo para que todo seu potencial produtivo não se perca em um período de cinco anos. Demoramos 16 anos para desenvolver isto; não podemos colocar esses resultados em risco”, avalia.

Foto: Divulgação Embrapa.