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Financiamento de máquinas agrícolas vai mudar

Máquinas colhendo semente de capim Local: Uberlândia MG Brasil Data: 201806 Código: 06SR378 Autor: Sergio Ranalli

Cenário de redução do crédito oficial e de menos volume a juros controlados preocupa fabricantes, que começam a estudar alternativas

Ronaldo Luiz

Máquinas colhendo semente de capim, em Uberlândia/MG Brasil Foto: Sergio Ranalli/Pulsar Imagens

A expectativa de diminuição da participação do Tesouro Nacional no crédito rural preocupa os fabricantes de máquinas e implementos agrícolas, que começam a estudar alternativas que viabilizem o financiamento a taxas de juros de mercado, bem como a originação de recursos de outras fontes, além do subsídio governamental. Este é o diagnóstico verificado junto a fabricantes presentes na Agrishow 2019, que acontece até esta sexta-feira (03), em Ribeirão Preto (SP).

A percepção geral é que a agenda da nova administração federal será pautada por mudanças na política agrícola, com menos volume de capital para o financiamento e maior flexibilidade nas taxas de juros, embora com maior suporte ao seguro rural.

Diante deste cenário, Rafael Miotto, vice-presidente da New Holland para a América Latina, diz que entre escolher menos juros e menos recursos do governo, o melhor é optar por mais juros e mais recursos. “A realidade é que o agro brasileiro ainda precisa do subsídio governamental para o financiamento de máquinas”, ressaltou Alexandre Blasi, diretor de mercado da New Holland, que acrescentou: “o produtor sofre, por exemplo, com a falta de infraestrutura e precisa deste apoio. No Brasil, a subvenção em geral gira em torno de 3%, na China é 15%, EUA 17% e União Europeia 34%”.

Para Eduardo Nunes, diretor de vendas da Massey Fergusson, as linhas do Moderfrota, por exemplo, são fundamentais. “Este desmame não pode ser feito de forma abrupta.”

Bancos das fabricantes

José Henrique Galli, diretor da Fendt, pontua que, naturalmente, as linhas oficiais de financiamento são mais atrativas, mas, segundo ele, o mercado vai se adaptar, criando soluções financeiras, especialmente com uma maior participação dos bancos dos fabricantes.

José Carramate, diretor de vendas da Valtra, tem opinião semelhante. “Este novo cenário exigirá criatividade, com novas soluções financeiras, maior participação dos bancos de fábricas e ativação de opções como barter – troca de produtos – e consórcio.”