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FAO aponta melhora do emprego para jovens rurais na América Latina

Estudo mostrou, porém, que ainda menos da metade tem um trabalho considerado decente em relação à renda e à excessiva carga horária
Redação*
DSC03715De acordo com pesquisa realizada pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) é possível ver uma melhora no emprego rural juvenil nas últimas décadas na América Latina.
O estudo “Juventude rural e emprego decente na América Latina” explica que essa tendência se deve a uma importante diminuição do emprego infantil, uma queda de 20% na última década dos jovens rurais ocupados no setor agrícola, e um aumento semelhante dos ocupados no emprego rural não agrícola.
A pesquisa apontou, porém, que apesar dessa relativa melhora, ainda menos da metade dos jovens tem um trabalho decente em relação à renda e à excessiva carga horária. Isso se deve porque para o mesmo tipo de trabalho, a grande massa de jovens rurais trabalha em piores condições que os adultos. Os trabalhos apresentam mais riscos, são mais precários, recebem menor salário e tem menos afiliação à segurança social.
Atualmente, quase 40 milhões de jovens entre 15 e 29 anos moram em áreas rurais nos 20 países da América Latina. Desses, a maior parte (11,9 milhões) são inativos, cerca de 9,6 milhões trabalham no setor agrícola e 8,2 milhões exercem atividades não agrícolas.
“A agricultura segue sendo a principal fonte de renda para a juventude rural na América Latina e Caribe, mas isso está mudando rapidamente”, disse em nota Martin Dirven, responsável pelo estudo.
O emprego rural não agrícola está se tornando cada vez mais importante. Segundo o estudo da FAO, em 2016, deveria haver mais jovens rurais trabalhando nesse tipo de emprego que no setor agrícola.
A queda no emprego agrícola se explica pela forte baixa (de um terço) daqueles que trabalham como “familiares não remunerados” e de uma redução de 20% no número de assalariados agrícolas.
A porcentagem de assalariados rurais não agrícolas com contrato tende a duplicar ao dos assalariados agrícolas com contrato, com diferenças importantes entre os países.
Para ter acesso ao documento completo, acesse http://bit.ly/1rxXQcL
*Com informações da FAO