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Expansão da infraestrutura de telecom no campo passa por modelo diferente ao das cidades, diz especialista

foto - Ernesto Reghran - Pulsar Imagens

Negócios relacionados à agricultura digital foram destaque em evento de startups em São Paulo (SP)

foto – Ernesto Reghran – Pulsar Imagens

A expansão da infraestrutura de telecomunicações nas zonas rurais passa por modelo diferente do que é adotado pelas operadoras no meio urbano. Foi o que destacou Herlon Oliveira, diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc) e CEO da agtech AgrusData, durante painel no espaço do InovaBra – centro de coinovação do Bradesco -, realizado em evento sobre startups nesta quinta-feira (29), na capital paulista.

Nas cidades, ressaltou Oliveira, a viabilidade do negócio de telecom – com a instalação de novas torres de transmissão, por exemplo – está vinculada à alta densidade populacional – leia-se, elevado volume de clientes para as operadoras. Por sua vez, no campo, disse o executivo, este raciocínio não funciona.

Segundo Oliveira, o avanço da infraestrutura de telecom nos polos agrícolas irá ocorrer por meio de formatos de negócios privados, com a participação de produtores rurais e empresas do agro, em uma combinação onde, por exemplo, a receita projetada com serviços de agricultura digital – com o envolvimento das operadoras – possa contribuir para alavancar os investimentos em conectividade no campo. AgrusData e Claro/Embratel preparam o lançamento de iniciativa com estas características.

Exemplo similar ocorreu na área de transportes, no qual – cansados de esperar a ação do Estado – produtores se uniram e investiram na abertura e pavimentação de estradas para o escoamento das safras.

Em sua exposição, Oliveira acentuou, ainda, que o mercado de agricultura digital é gigantesco no Brasil, citando, por exemplo, o plano de Internet das Coisas do BNDES, que coloca o agro como um dos principais vetores de novos negócios.