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Evento discute gestão ambiental na suinocultura

Encontro, organizado pela Embrapa, acontece em 29 de junho em Lages/SC, e divulgará modelo de gestão ambiental com aproveitamento dos dejetos da criação  

Jill Smith

Em 29 de junho, especialistas se reunirão no 2º Encontro Técnico Sul-Brasileiro de Gestão Ambiental da Suinocultura, em Lages/SC, para discutir e propor critérios e modelos para a gestão sustentável dos desejos das granjas. Sustentável, porque, além da questão da redução da poluição e do destino ambientalmente correto dos dejetos, sugere-se seu aproveitamento agronômico e econômico, na forma de energia e fertilizantes orgânicos. Com isso, fecha-se o ciclo da cultura: o dejeto do animal contribui para aumentar a produção das fontes de seu alimento, as lavouras de milho e soja.

O evento, organizado pela Embrapa Suínos e Aves, Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC e Fundação do Meio Ambiente – Fatma, de Santa Catarina, teve sua primeira edição realizada no segundo semestre de 2015, como resultado da pressão do órgão ambiental estadual para que se buscassem soluções para o problema dos resíduos dos confinamentos, fonte de poluição no estado que é o maior produtor de carne de suínos do país. Com cerca de 12 mil criadores, na grande maioria de pequeno porte, um rebanho de quase 18 milhões de cabeças, que representa 49% do rebanho nacional, o estado vinha enfrentando problemas com qualidade da água e desconforto com o cheiro que é próprio dessa criação.

Assim, foi desenvolvido na Embrapa, em conjunto com universidades locais e a Fatma, um modelo de gestão e licenciamento que prevê a reciclagem dos resíduos dos animais em confinamento, por meio de um biodigestor, convertendo-os em biogás, ou seja, energia, e fertilizantes orgânicos. O que representa uma economia com a nutrição das lavouras, especialmente de milho e soja, que compõem justamente a ração dos porcos, além de pastagens e florestas. “A ideia é que a criação seja sustentável”, afirma Rodrigo Nicoloso, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves e organizador do evento, em que ministrará a palestra “Modelo de gestão e licenciamento ambiental da suinocultura”.

De acordo com Nicoloso, que também é membro do Conselho Científico para Agricultura Sustentável – CCAS, o modelo pode ser expandido a outros estados em que a suinocultura é relevante, como Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Minas Gerais. E que ainda seja dinâmico e continue a se desenvolver.

“Nossa expectativa é que esse modelo evolua a partir das discussões geradas no encontro”, diz, anunciando a presença de dois pesquisadores norte-americanos da universidade da Carolina do Norte (NCSU), que vêm apresentar a experiência naquele que é o estado líder na criação de suínos nos Estados Unidos, e de especialistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Epagri, o órgão de pesquisa e extensão rural e pesqueira de Santa Catarina.   

Serviço

O quê? 2º Encontro Técnico Sul Brasileiro de Gestão Ambiental da Suinocultura

Quando? 29 de junho, das 8h às 17h30

Onde? Auditório Caverna, prédio da Agronomia, Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV/Udesc), em Lages/SC.

Informações, programa e inscrições: Tel.:(49) 3441-0448, cnpsa.eventos@embrapa.br e https://www.embrapa.br/suinos-e-aves/encontro

Obs.: As vagas são limitadas (220) e abertas aos profissionais e estudantes de agronomia, zootecnia, ciências ambientais e áreas afins.

Para saber mais sobre este projeto da Embrapa, assista ao vídeo: http://bit.ly/gestaosuinos