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Êta cafezinho bom!

Barista ensinava a preparar café no Espaço Gourmet da Femagri, a feira de máquinas da Cooxupé. Objetivo era que os produtores passassem a valorizar sua bebida e a ajudar a disseminar seu consumo

Cristina Rappa

Os participantes filmam e se divertem ao aprender a técnica do Latte Art

Eles produzem grãos de arábica reconhecidos e muitas vezes premiados, mas não necessariamente conseguem apreciar direito toda essa qualidade em casa. Isso porque, possivelmente por falta de conhecimento por parte de quem prepara a bebida, o cafeicultor brasileiro acaba bebendo um café que não revela toda a sua intensidade e aroma.

Constatando isso, a Cooperativa dos Cafeicultores  de Guaxupé – Cooxupé, convidou o barista Eder Ferreira, que já recebeu prêmios no exterior, para ensinar os participantes desta 15a Femagri, realizada de 16 a 18 de março em Guaxupé/MG, a preparar um correto e bom café. Em diversos métodos de preparo – com a cafeteira french press, o sistema hario, o expresso e, inclusive, os coadores de papel e pano, que são mais presente nas casas brasileiras.

“Você não precisa ter uma máquina sofisticada para fazer um bom café”, ensinou Ferreira, que preparou, além do café preto, as variações cappuccino, com leite, e macchiatto, com pouco leite. Não faltaram também bebidas geladas à base de café, como o cappuccino gelado e o frappé, com sorvete de creme. E, para arrematar, a técnica do Latte Art, que é a decoração do café com figuras, como corações, flores e até gatinhos.

Uma das recomendações do barista: “O café não deve oxidar; assim não deve ficar muito tempo na garrafa térmica. Prepare a dose certa para consumir fresquinho”. “Café feito na hora não faz mal ao estômago; pelo contrário, faz bem à saúde. Além de ser mais saboroso”, disse.

“Sabendo preparar bem, vocês acabam valorizando o resultado do seu bom trabalho no campo”, afirmou Ferreira à plateia, de cerca de 40 pessoas por cada uma das duas turmas diárias, formadas por produtores, donas de casa, comerciantes e torrefadores, entre outros. Ao final do treinamento, os participantes ganhavam um livro de receitas de diversos tipos de café.

Cristina Rappa

Denise, uma das coordenadoras, e o barista Eder Ferreira, felizes pela repercussão do Espaço Gourmet

E não é que a aula do barista atraiu muito mais público do que o esperado? Tanto que na tarde do segundo dia da feira, uma fila se formou na porta do espaço, com inúmeros interessados pedindo pela abertura de um novo horário naquele dia. O que deixou felizes as engenheiras agrônomas Ana Maria Miotello e Denise Andreia de Oliveira, coordenadoras do Espaço Gourmet e responsáveis, no dia a dia, pela assistência ao cooperado. “Procuramos, ao promover o treinamento sobre o preparo do café, incentivar o seu consumo, além de oferecer opções para renovar a bebida, com novas receitas”, afirmou Denise. “E você notou o que havia de homens e jovens presentes?”, perguntou à jornalista Ana Maria, orgulhosa pelo sucesso da iniciativa.

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