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Demanda e qualidade do café robusta cresceram

Morguifile

A proporção do conilon nos blends passou de até 15% em 2016 para até 40% em 2018 e a tendência é de aumento no país e no exterior, em função do aumento do consumo

Redação*

Morguifile De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a demanda das empresas de torrefação por grãos robustas cresceu nos últimos anos em função do aumento nas percentagens de blends. Em 2016, a proporção era de 10% a 15%; hoje, varia de 35% a 40%, com tendência de aumento no Brasil. Cenário que se repete em outros países, como Inglaterra e China, que triplicou o consumo de bebidas da espécie nos últimos seis anos.

“O arábica sempre foi visto como um café de alta qualidade e o robusta de baixa, usada apenas para a produção de café solúvel. Atualmente, essa situação tem mudado, As grandes empresas de torrefação, que produzem café de qualidade, têm feito blends de robusta e arábica. Em 2010, por exemplo, a Nespresso lançou o Kazaar, um café considerado intenso e denso, produzido com mais de 70% de robusta. Isso foi um marco para o setor, pois mostrou que o robusta pode ter boa qualidade”, explica, em nota, Fernando Takayuki Nakayama, pesquisador da APTA. No início deste ano a Nespresso lançou uma série limitada com um robusta de Uganda.

Segundo Nakayama, o café robusta tem como característica intensidade de sabor e cremosidade; por isso, tem sido tão procurado pela indústria de capsulas, já que, além dos blends com arábica, também pode ser usado para os chamados “café 3 em 1”, como os capuccinos.

Com a demanda aquecida, o preço pago aos produtores também cresceu, principalmente para os cafés produzidos em São Paulo. “Os produtores paulistas conseguiram vender sua produção a um valor acima da cotação geral do Espírito Santo. Isso se deve à melhor qualidade, mas também à logística”, diz o pesquisador. Segundo ele, para trazer o robusta dos maiores produtores, como Espírito Santo e Rondônia, para São Paulo, as empresas “chegam a gastar até R$ 100 por saca”.

“Com isso, elas preferem pagar mais por um produto de boa qualidade produzido em São Paulo”, conclui Nakayama.

* com informações da assessoria da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

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