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Consumidor busca mais alimentos e bebidas saudáveis, diz pesquisa

Ernesto Reghran/Pulsar

Sucos de frutas processados à venda em supermercado da região central da cidade Local:  Londrina PR Brasil Data: 201607 Código: 23ER260 Autor: Ernesto Reghran

Mercado relacionado a estes produtos movimenta mundialmente hoje cerca de US$ 700 bilhões, aponta Euromonitor, e tem potencial para atingir, em breve, a marca de US$ 1 trilhão. 

Por Ronaldo Luiz

Ernesto Reghran/Pulsar

Sucos de frutas processados à venda em supermercado do Paraná. Foto: Ernesto Reghran/Pulsar Imagens

Dados da empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International revelam que o segmento de produtos saudáveis está apresentando crescimento superior ao das indústrias de alimentos e bebidas tradicionais à medida em que o consumidor busca e valoriza alternativas mais naturais e funcionais.

A informação é do head de pesquisa de alimentos da Euromonitor, Lamine Lahouasnia, que falou sobre as “As principais tendências globais no segmento de alimentos e bebidas saudáveis e as previsões do setor para os próximos anos na América do Sul”, durante o Congresso Wellfood Ingredients – Feira Internacional de Ingredientes Funcionais, Nutracêuticos e Naturais, realizado no início de abril em São Paulo (SP).

Na oportunidade, Lahouasnia destacou as tendências de consumo e oportunidades para o segmento, que está em constante expansão. “É um mercado de mais de US$ 700 bilhões e com condições de chegar em breve a US$ 1 trilhão”, salientou. Na sua avaliação, alimentos ricos em calorias vazias – àqueles altamente energéticos e pobres do ponto de vista nutricional, mas que ficaram famosos pelo sabor extremamente agradável – estão esgotados, e a preocupação com a qualidade do nutrientes está cada vez mais presente no dia a dia das pessoas.

“Um exemplo são as bebidas energéticas que tiveram queda de 9% nas vendas entre 2015 e 2018, enquanto o segmento de sucos 100% naturais cresceu 25% no mesmo período.” Em sua exposição, o executivo elencou cinco segmentos com potencial de crescimento nos próximos anos. O de alimentos e bebidas saudáveis, que hoje já responde por US$ 269 bilhões em faturamento anual no mundo; os alimentos funcionais e fortificados, com US$ 261 bilhões; os Free From, US$ 56 bi; orgânicos, US$ 46 bi; e os better for you (melhor para você, em inglês), com US$ 112 bilhões.

O acesso à informação, devido à digitalização, segundo Lahouasnia vem acelerando a mudança de hábito alimentar. “A mensagem do que é bom não está mais nas mãos dos fabricantes de alimentos, mas do próprio consumidor, que busca se informar melhor.”

Outro fator é a pressão ambiental que tem levado até mesmo pessoas que não são veganas a buscar produtos vegetarianos. “No Brasil já existe uma preferência por alimentos naturais, saudáveis até pela maior facilidade de se conseguir adquirir esses produtos”, ressaltou o executivo com base na pesquisa sobre as tendências realizada em 55 países pela Euromonitor.