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Coamo é a maior das maiores da Globo Rural

Cooperativa paranaense levou o prêmio máximo das “Melhores do Agronegócio”, organizado pela revista. Em pesquisa informal no evento,  participantes mostraram pessimismo quanto à rápida recuperação da economia, mas otimismo quanto ao crescimento do próprio negócio

Gallassini recebe o prêmio pela Coamo: maior do setor, mas queixas contra situação dos portos

Gallassini recebe o prêmio pela Coamo, a maior do setor: queixas contra situação dos portos

A Coamo, cooperativa de Campo Mourão/PR, e também a maior da América Latina, com faturamento de R$ 10 bilhões, é a primeira colocada no ranking da 11a edição das Melhores do Agronegócio 2015. Com 27.700 cooperados e projetando crescer 17% no ano, ganhou ainda na categoria indústria de soja e óleos. A premiação ocorreu em evento na noite desta terça-feira (20), em São Paulo.

As 500 maiores empresas do agronegócio brasileiro registraram receita líquida conjunta de R$ 589,8 bilhões em 2014, sendo que a Bunge foi a maior entre elas. As demais premiadas no ranking deste ano foram: Sococo (categoria alimentos e bebidas), GPA (atacado e varejo), Aurora Alimentos (aves e suínos), Coopersucar (bioenergia), Unicafé (comério exterior), Syngenta (defensivos agrícolas), Kilbra (ferramentas e implementos agrícolas), Yara Brasil (fertilizantes), Agroterena Citrus (frutas, flores e hortaliças), 3corações (indústria de café), Minerva Foods (indústria de carne), Piracanjuba (laticínios), Anaconda (massas e farinhas), Patense (nutrição animal), Cooperalfa (produção agropecuária), Klabin (reflorestamento, celulose e papel), Champion Saúde Animal (saúde animal), Sementes Goiás (sementes) e Jacto (tratores e máquinas agrícolas).

Otimismo com o setor

Representantes do setor, considerado o único ainda com resultado positivo neste ano de crise no Brasil, mostraram, em pesquisa realizada durante o evento, ceticismo quanto à recuperação da economia, mas otimismo quanto ao desempenho do próprio negócio. Mais da metade (58,8%) dos 250 presentes votaram no aumento de seu faturamento em 2016, se comparado com o deste ano.

Já na resposta à primeira questão, por exemplo, “Na sua opinião, a crise econômica brasileira deve durar até quando?”, 31,1% dos empresários escolheram a opção “quem viver verá”, enquanto 24,9% apostaram no segundo semestre de 2017, 24,4% no primeiro semestre de 2017 e 19,7% no segundo semestre de 2016. Respostas céticas se mantiveram com relação à inflação esperada no ano que vem (11% para a maioria), taxa de juros (mais da metade acha que ela vai superar os 14%), Produto Interno Bruno/PIB (60,1% responderam que esperam um crescimento de menos de 1%); e dólar (43,5% acredita que a moeda norte-americana deve ser cotada em R$ 4 em 2016).

Mesmo acreditando no setor, os empresários aproveitaram para se queixar dos entraves. José Eugênio de Rezende Barbosa Sobrinho, da Agroterena Citrus, por exemplo, reclamou da atuação do Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho. “Temos que investir no contato com esses órgãos, para lhes mostrar que o capital não é inimigo do trabalho”, afirmou.

E José Aroldo Gallassini, presidente da Coamo, a estrela da noite, criticou a falta de infraestrutura logística, especialmente dos portos brasileiros, cuja má e ineficiente situação “encarece as operações das empresas, tirando competitividade dos produtos brasileiros”.