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Clima deve levar a quebra de quase 14% da safra de soja

Paulo Fridman/Pulsar Imagens

Vagens de soja seca na área rural de Campo Verde Local: Campo Verde MT Brasil Data: 200803 Código: 01PF028 Autor: Paulo Fridman

Aprosoja Brasil, a associação nacional dos produtores, prevê que as perdas devem chegar a 16 milhões de toneladas na safra 2018/2019, em razão de clima muito quente e seco. Paraná é o estado mais atingido

Redação*

Divulgação AprosojaApós visitar diversos estados brasileiros, fazendo levantamento da safra, a Associação Brasileira dos Produtores de soja – Aprosoja Brasil, divulgou na sexta-feira, 01, sua estimativa de que devem chegar a 16 milhões de toneladas as perdas na safra 2018/2019 na cultura da soja em decorrência da problemas climáticos em 12 estados. O volume representa 13,85% da expectativa inicial de 117,26 milhões de toneladas para a safra atual, que foi aberta oficialmente no dia 24 de janeiro, em Apucarana/PR.  

O Paraná é, por sinal, o estado mais atingido pelas alterações climáticas, devendo registrar perdas de 30%, seguido da Bahia e Piauí (20% cada), Goiás (17%), Mato Grosso do Sul e Minas Gerais (15% cada). São Paulo e Tocantins contabilizam prejuízos em 10% da safra, seguidos por Mato Grosso (8%), Maranhão (7%), Santa Catarina (5%) e do Rio Grande do Sul (5%), onde o problema foi o excesso de chuvas.

“Esse é o montante até o momento, mas a quebra ainda pode ser maior”, alerta, em nota, o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Bartolomeu Braz, após reunião da entidade, em 23 de janeiro. Segundo Braz, a Aprosoja Brasil já fez pedido à ministra da Agricultura Tereza Cristina para garantir a prorrogação dos custeios e investimentos, mas que “infelizmente para alguns produtores” isso não vai ser suficiente.

“Já estamos pensando uma estratégia para repactuação das dívidas, inclusive pensando em securitização. Estamos em conversas para ver se é criada uma linha especial de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) junto com algum auxílio do governo federal, para reduzir o custo com juros para garantir saúde financeira desses produtores”, destaca o presidente da entidade.

*com informações da Aprosoja Brasil.

Foto de destaque na home e mídias sociais: Paulo Fridman/Pulsar Imagens.