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Atestados de origem de alimentos do Brasil são ampliados

Du Zuppani/Pulsar Imagens

Pessoa observando frutos do guaraná antes da colheita Local: Maués AM Brasil Data: 201511 Código: 04DZ151 Autor: Du Zuppani

Mapa das Indicações Geográficas do IBGE reconhece o valor gastronômico e cultural atrelado à origem de mais cinco alimentos produzidos em diferentes regiões do País

Redação*

Du Zuppani/Pulsar Imagens

Menina observa frutos do guaraná antes da colheita, em Maué/AM. Produto recebeu indicação de origem

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou, neste outubro, a versão 2018 do Mapa das Indicações Geográficas do Brasil, desenvolvido em conjunto com o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O mapa traz informações sobre os Selos das Indicações Geográficas, localizando as regiões de origem de produtos e serviços certificados por Indicação de Procedência e/ou Denominação de Origem. 

Os cinco novos produtos que receberam Selos de Indicação de Procedência são a farinha de mandioca de Cruzeiro do Sul (AC), o guaraná de Maués (AM), o queijo de Colônia Witmarsum (PR), as amêndoas de cacau da região do Sul da Bahia e o socol de Venda Nova do Imigrante (ES). Com isso, o número de Indicações Geográficas certificadas no Brasil subiu de 53 para 58.

Os vinhos e espumantes do Vale dos Vinhedos (RS), o camarão da Costa Negra (CE) e as rendas de Divina Pastora (SE) e do Cariri (PB) são alguns exemplos de produtos brasileiros com Indicações Geográficas consagradas, assim como as cachaças de Paraty (RJ), Salinas (MG) e Abaíra (BA), o artesanato em estanho de São João Del-Rei (MG), as opalas e joias artesanais de Pedro II (PI), o mel do Pantanal (MT/MS) e de Ortigueira (PR), a própolis vermelha dos manguezais de Alagoas e as panelas de barro de Goiabeiras (ES).

A Indicação Geográfica é usada para identificar a origem de produtos ou serviços quando o local se torna conhecido ou quando determinada característica ou qualidade do produto ou serviço se deve a sua origem. Isso permite que os consumidores tenham informações confiáveis sobre a qualidade e a autenticidade daquilo que estão adquirindo. Esse tipo de certificação também valoriza a cultura local e fomenta atividades turísticas, e é uma prática já bastante comum em países como Itália, França e Portugal.

Foto: Du Zuppani/Pulsar Imagens;

*com informações do IBGE.