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Cresce procura por fontes alternativas para alimentação animal

Cenário de milho caro e com preocupações em relação à oferta abre espaço para avanço do uso de subprodutos agro na nutrição de rebanhos e plantéis

Um amplo conjunto de subprodutos/coprodutos do agronegócio, provenientes de sobras e resíduos das atividades agrícola e agroindustrial, vêm ganhando terreno como fontes alternativas para nutrição/alimentação animal em substituição ou complemento a itens mais tradicionais como milho ou farelo de soja.

Exemplos são farelo de girassol, trigo e glúten; polpa cítrica; bagaço de cana-de-açúcar, laranja e mandioca; casca de amendoim e arroz; palhada e resíduos de feijão; DDG do milho – resíduo do grão usado para fabricação de etanol -, entre tantos outros.

Segundo a Embrapa, quando existem mais opções de ingredientes, aumentam-se também as chances de atender as exigências nutricionais de rebanhos e plantéis, com a obtenção de respostas positivas no ganho de peso.

Este novo cenário vem ganhando força, por exemplo, em razão, da forte tendência de elevação no preço do milho e preocupações com relação à oferta, devido à demanda aquecida pelo grão tanto interna quanto externa neste segundo semestre. Além de ser o principal insumo para alimentação de suínos e frangos de corte, o milho também vem sendo cada vez mais utilizado na bovinocultura, com o incremento ano a ano de animais terminados em confinamento.

“Diante desta conjuntura do mercado do milho, passamos a identificar uma acentuada oferta e procura por fontes alternativas para alimentação animal em nossa plataforma”, diz Thiago Mateus, founder da Agro2Business, marketplace especializado exatamente na comercialização e monetização de subprodutos/coprodutos do agronegócio.

“A crescente digitalização no agronegócio, acelerada pela pandemia, também mostrou ao mercado que a comercialização convencional, offline dos subprodutos/coprodutos do agronegócio estava defasada, sendo limitada, baseada em contatos locais, buscas por telefone e pesquisas aleatórias na internet”, ressalta o executivo.

Por meio de funcionalidades de geolocalização, ranqueamento de usuários e compra protegida – que assegura o pagamento para o vendedor e a veracidade e entrega do produto para o comprador -, a Agro2Business vem ampliando as oportunidades de negócios e de monetização ao expandir as conexões dos participantes da cadeia produtiva de subprodutos/coprodutos do agronegócio.

Em relação ao modelo de negócios, Mateus destaca que o cadastro tanto para vendedores quanto para compradores é gratuito. “Apenas quando uma operação é concretizada é que há um pequeno valor de corretagem, que é deduzido do vendedor”, esclarece.

Parceiro corporativo

Outro movimento identificado, salienta o executivo, foi a procura por parte das empresas de saúde e nutrição animal para venda dos seus respectivos produtos prontos na plataforma. “Como estas fabricantes já operam na Agro2Business na compra de matérias-primas também passaram a usar a plataforma para comercializar seus produtos acabados, com foco em redução de custos e ganhos de escala.”