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Açúcar – o que dizem os analistas para a próxima safra

Mariângela Grola, da Raízen

Estimativas para a produção brasileira e global

Mariângela Grola, da Raízen

“Nossa expectativa é de que a próxima safra 18/19, que teve início agora, seja bem melhor que a anterior porque a verdade é que nunca ninguém imaginou que fecharíamos (safra 17/18) com um volume tão baixo de produção – 26,5 milhões de toneladas”. Foi com um tom otimista que Mariângela Grola, gerente de Inteligência de Mercado da Raízen, iniciou sua análise para o próximo ciclo, no primeiro dia (29) da 18ª Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol, realizado em São Paulo.

“Temos um clima bastante favorável no Centro-Sul e, apesar de prevermos um ano de déficit, trabalhamos com uma expectativa de produção de 28 milhões de toneladas. As outras regiões estão prontas para produzir mais açúcar. Mas, acredito que nossa missão agora é sermos um pouco menos agressivos para que o preço não fique tão depreciado como nesta última safra”, disse.

Endossando o que Mariângela falou, Luciana Torresan, gerente de Inteligência de Mercado em Açúcar, Bioenergia e Grãos, da BUNGE, completa dizendo que um excedente que pode chegar até 5,5 milhões de toneladas da safra anterior terá de ser absorvida em 2019. “É um excedente razoável. Mas os preços baixos, neste caso, ajudam a resolver isso”, disse.

Luciana falou que a estimativa é de que a produção de açúcar nos outros países seja de queda por conta do fator clima. Falou também que o consumo global de açúcar deve ter um crescimento de 5 milhões de toneladas para o ano que vem. “Neste cenário, o Brasil pode atender a essa demanda. Somos capazes de produzir 10 milhões de toneladas de uma safra para outra”, lembra.

Daniel Rohr, executivo de pesquisas de Marketing, da Enerfo Sugar do Brasil, encerra a visão dos analistas sobre o mercado mundial, dizendo que o preço ainda não causou redução de área (tanto para produção de açúcar de cana-de-açúcar quanto de beterraba), mas que isso pode acontecer na próxima safra. “Acredito que a partir do segundo ciclo de plantio. A Inglaterra, por exemplo, teve uma queda de 10% no preço em relação a anos anteriores e isso deve forçá-la a reduzir área”, disse. “Isso mais o fator clima, como já mencionado aqui, devem colocar o Brasil novamente em uma posição de destaque no mercado”, prevê Rohr.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A 18ª Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol, que será realizada nos dias 29 e 30 de outubro, é um dos mais importantes eventos do calendário mundial do açúcar e etanol. O foco continuará sendo valorizar conteúdo de mercado, disseminar conhecimento de novas tecnologias e políticas públicas, além estimular o networking entre os participantes.